Contos
23 centímetros (II): suada, fodida e satisfeita
14/06/2025
Faziam quatro meses desde que havia transado com Paulo. Barrigudo, cabeça raspada, sotaque baiano carregado, morador de Samambaia. Um homem que, em qualquer outra circunstância, eu provavelmente ignoraria na rua. Mas aquele pau… vinte e três centímetros de carne bruta, quente, grossa. Foi isso que me encantou. Isso — e a forma como ele me comeu, como se eu fosse um prêmio, uma obsessão. Sujo, direto, sem rodeios. Me desmontou no quarto abafado daquele motel no Park Way (meu último relato).
Depois dele cheguei a sair com César, engenheiro divorciado que fui visitar no Hotel Nacional. Educado, bem cuidado, perfumado. Abri uma exceção temporal aqui — contarei sobre ele no próximo relato. Hoje, volto a me focar em Paulo. O Uber23cm.
Foi aquele pau que ficou na minha cabeça. E o jeito dele — simples, bruto, mas com uma idolatria estranha que me fazia sentir desejada.. Me deu vontade de sentir de novo.

